Faz tempo que minha pequena não aparece em sua cadeira do computador. Os seriados médicos estão tirando seu sono e acrescentando mais tesão pela profissão, que já julga certa em sua vida. Um médico, sabe quando sente amor pela medicina.. amor em de fato ajudar. Sendo SOCIALMENTE, FISICAMENTE, MENTALMENTE ou IDEOLOGICAMENTE falando.
A morena trocou o livro de mão, sentada no sofá negro. Seu cotovelo ficou marcado de um vermelho-amassado, de tanto que ficara apoiada. O livro estava bom.. a fazia rir, tremer, temer ler a proxima palavra e soltar lágrimas de tanta emoção. Assim que é gostoso, quando algo nos mexe o coração, trapaceia nossos olhos e amarra nosso fígado com nós de marinheiro. È bom ver como somos sensíveis a literatura, o cinema e a música. Minha dama sorriu ao me ver fitá-la, escondi a rosa que trouxe, atrás de meu corpo.. – A rosa que roubei no cemitério da esquina.
Ela fechou o livro e tamborilou a mão ao seu lado, me indicando a sentar no sofá. Ajeitou as pernas como uma india, e prendeu os cabelos para um lado do ombro, para que seu rosto ficasse visivel aos meus olhos. “Céus.. quanta luz!” Jogou o livro sobre a mesa de vidro e sorriu desajeitada com o barulho que causou.
- Se eu quebrar essa mesa, a minha mãe vai me matar e arrancar seus culhões, Mort.
- Ah, claro, princesa.. – apaixonado, eu estava, aproximei minha mão de seu rosto rechonchudo. Tirei alguns fios de cabelo presos atrás da orelha – não tenho n..nada a ver com seu jeitinho de ser.
- Meu jeito de ser ? – Emburrou-se por completo. Depois, ao me ver sorrindo, desistiu de brigar.. recostou-se sobre meu ombro apaixonado e ficamos naquela posição por muito tempo – S..s…sabe. P..perto de ti, me sinto tão boba.
- HAHA. Não diga isso, minha caixiha de problemas. O bobo.. sou eu.
- A..h! È mesmo!
As risadas não cessaram. O nariz de minha pequena, é gordinho.. fofinho, acompanhado de um rosto andrógeno. Nada de muita feminilidade me encanta, gosto das cheias de si. Gosto dela, só dela.. por quem meu coração faz palpitar .
Logo logo, os pais dela chegaram, e mais uma vez, tive que me esconder atrás das cortinas. Por anos eu não fugi de minha amada, e agora.. que finalmente ela me aceitou dentro de sua mente, adultos bobocas aparecem para tirá-la dessa fantasia. Quando tardou o céu, apareci novamente em seu quarto.. o travesseiro tem o perfume dela, não me canso de abraçá-lo e sentir algo não fugir de meus braços. Dizem que nosso quarto é nosso corpo. O quarda-roupa significa a mente, e a cama.. o coração. Bom, nesse caso os milênios de minha vida podem ajudar a minha amada. Aprendi que guarda-roupa bagunçado não ajuda a mente, e cama desarrumada.. faz mal pro coração. Não ‘medicamente’ falando, pois não tenho o conhecimento.. mas como PhD em disturbios, digo.. a organização é a chave para qualquer tratamento. ( Dãr, pra que tudo isso ? Minha princesa não precisa ser concertada, ela está bem assim!
)
È gostoso abraçá-la enquanto o medo toma-lhe conta. Ela precisa de proteção, e eu… estou aqui para oferecer tudo o que precisar. Meu abraço, meus beijos no pescoço.. meu sexo e minha companhia. Gosto de vê-la independente, mas.. quando essa INDEPENDÊNCIA a toma de mim, sou obrigado a assombrá-la para que volte e eu , como amado e amor, dar-lhe o que veio em busca.
Voltarei agora para o ER, junto a ela. Passar a mão em suas coxas grossas e ouvir gemidos. Ela.. coitada… precisa de mim… Aquela porra de Fradique, a mima demais. Céus.. ¬¬